O essencial

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Como às vezes a gente corre tanto e perde o essencial da vida.

Eu tenho vivido nos últimos dias uma agonia muito grande. Enfim me senti pronta para voltar aos estudos, coisa que faz parte da minha natureza e das minhas projeções profissionais. Mas já previa a encrenca onde  eu me meti. Vocês já estão cansadas de saber da minha rotina.

Eu não paro um minuto, sou mãe atuante com M maiúsculo, cuido dos meus dois filhos, levo e busco da escola, levo no pediatra, faço mercado com eles, limpo a casa com eles,  preparo a comida e cuido  de todo o resto envolvido.  Assim como muitas mães pelo mundo afora. E achando pouco ou melhor achando necessário  “malhar o cérebro”, afinal de contas temos nossos próprios desejos também. Voltei a estudar. Palmas para mim!!

Pensem no desafio: Estudar com um bebê de 1 ano e meio pulando em cima de você todo animado querendo brincar. Ou você fazendo um trabalho e vem a criança e desliga o computador e você perde tudo que havia feito. O mais velho sendo alfabetizado e precisando muito de minha atenção e orientação.

Ufa! Respira – inspira- fecha os olhos e tenta se concentrar novamente. Mil vezes!

Fiquei nervosa essa semana. Reclamei com o pequeno e com o maior também. Tive vontade de chorar e chorei porque não é fácil. E nessa hora muitas dirão: Mas tudo isso vai passar! Concordo e entendo. Mas no momento do cansaço extremo e do seu limite levado ao limite o bom mesmo é botar pra fora. Se possível sem penalizar as crianças.

Depois me acalmei e olhei para aqueles dois serzinhos lindos, perfeitos e sorridentes que são a alegria da minha vida. Pensei que bobagem! Vou brincar com eles, fazer a tarefa e depois vejo no que vai dar. Mas o essencial está aqui agora me olhando por meio desses olhinhos curiosos e amorosos. Tudo o que vier depois já está resolvido.

Vocês já perceberam como nos comportamos na vida? Por algum motivo desejamos muito uma coisa, seja um filho, um emprego, uma casa, etc. Mas depois que conquistamos, na maioria das vezes, não nos sentimos plenos e satisfeitos. Imediatamente substituímos nosso desejo por outro. Vivemos criando vazios em nós para depois preenchê-los, quando  deveríamos olhar tudo o que conquistamos e nos sentirmos cheios de gratidão e paz.

 Não sou de lamentação e não é este caso. Fiz questão de compartilhar esse momento, para  que você assim como eu  fiz, também se permita  refletir sobre esse essencial que podemos deixar passar.

A maternidade é feita de altos e baixos mesmo.  Vivemos o conflito entre ser quem somos, manter nossos planos e sermos a  mãe que  desejamos.  É   como  andar na corda bamba:  A  arte de se  equilibrar  apesar de todo o   o balanço.

 

Não negue educação ao seu filho

pai falando com o filho

Sempre digo que a realidade de uma família nunca é igual a um comercial de margarina. Aquela imagem linda e tranquila do pai, mãe e filhos sentados tomando o café-da-manhã    à mesa. Uma cena linda de se ver, entretanto tudo isso é ficção. Nós já sabemos que  a realidade é menos glamourosa e mais dura.

Preparar uma criança para viver e interagir de forma positiva e proativa com a sociedade e com ela mesmo é  complicado minhas amigas! E muitas de vocês já sabem disso.

O que tenho observado com  frequência é como tem sido difícil para os pais e mães atuais, se comportarem de fato como tal. Ou seja como orientadores da conduta dos filhos.  Percebo existir um grande conflito  no entendimento ao qual  deve ser o  papel  da família em relação à criança. Especificamente o papel  do pai e da mãe.

Com as crianças da minha geração acontecia o seguinte: Os pais mandavam as crianças obedeciam. Era autoritarismo mesmo.  Me  lembro muito bem  da minha mãe falar que nós tínhamos muita “liberdade” pois no tempo em que ela era criança bastava meu  avô olhar pra ela e  seus  irmãos que  todos ficavam quietos, com medo dele. Enfim, ainda bem que esse tempo já passou.

Mas  o que tem acontecido  com os pais atualmente? Substituímos o autoritarismo dos nossos  pais e avós  pela ultra-permissividade. Ao   que parece ainda não encontramos o equilíbrio.

Esta geração de pais sofre quando  precisa dizer  NÃO  para o filho. Sendo incapazes de  frustrar a criança. E por consequência temos  a chamada   “síndrome do imperador”    crianças mandonas e autoritárias que fazem o que querem e  quando querem. Literalmente reinam em suas casas e determinam o que os pais devem fazer.

Eu entendo bem que  uma geração  educada à base do medo não quer replicar isso para seus filhos pois sabe ” na pele”  as consequências que esse modo de “educar” trará  para a criança. Ainda bem! Contudo, há que achar um equilíbrio entre as formas de educar  um filho com   respeito e  com proximidade mas  sem  negar  a educação necessária.

Essa criança que hoje é o “filho imperador” será para os pais um enorme problema no futuro. Certamente será um problema na escola.  E na vida adulta  terá   dificuldade em lidar com  autoridade e com ela  mesma no contexto social.

Estabeleça limites  e esteja sempre próxima ou próximo de seu filho. Toda criança necessita de orientação e regulação de suas ações.  Nós como mães e pais  precisamos achar o equilíbrio no educar. Exercendo nossa autoridade sem receio mas com  amor e sabedoria.  Estando sempre atentas às necessidades de cada criança.

 

 

 

 

 

A difícil arte de conviver

 

” Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos”.

Martin Luther King

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Continuamos ainda muito primários na difícil arte da convivência.  Quando digo boa convivência, me refiro a uma relação cordial,  pacífica e madura entre as partes envolvidas. Seja a boa convivência com  o colega de trabalho,  com a família ou  com seu vizinho. De uma forma geral eu diria que somos uma geração  mimada  e egocêntrica.  Com uma necessidade absurda de  atenção.

É na infância o período onde aprende-se a conviver em grupo. São com os nossos primeiros coleguinhas de escola que  testamos as relações, as amizades e as antipatias também. E  é neste momento que  o olhar e o direcionamento dos pais vai esclarecendo para a  criança  a importância da arte da convivência. Afinal de contas, a criança vai se tornar um adulto e lidar com várias pessoas diferentes.

A  Fábula  dos porcos espinhos ilustra que apesar de ser muitas  vezes dolorosa  a convivência é necessária:

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.

Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.

Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

E assim sobreviveram.

Fonte: http://aurelio.net/email/a-fabula-do-porco-espinho.html

Certamente se os porcos-espinhos pudessem escolher não iriam ficar tão juntos entretanto dadas as circunstâncias essa não era uma alternativa possível. Ficar juntos é muitas vezes uma questão de sobrevivência ou única situação possível para realizar algo. Em algumas situações surgem gratas surpresas e grandes amizades  em outros casos  não. Mas com bom senso,  vontade  e tolerância é possível  uma convivência com o mínimo de danos.

 Viver é um eterno aprendizado e nunca é tarde para  aprender a lidar com os espinhos alheios e compreender que  também temos os  nossos. Envelhecer é um privilégio mas amadurecer é uma conquista   que devemos buscar no nosso cotidiano. E amadurecer neste contexto diz respeito a  aprender a lidar com as dores inevitáveis da vida.

 Talvez assim no meio de tantos espinhos poderemos colher algumas flores.

Sobre Conforto e Felicidade

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Legião urbana já cantou e nós  sabemos  bem disso: O mundo anda tão complicado!

Eu já deixei de assistir noticiário faz tempo. Leio o resumo do dia e já está bom pra mim. É uma enxurrada de desastres, violência e  corrupção. De repente,  parece que tudo aquilo que nós aprendemos em casa de bom, não vale  nada.

Sim, precisamos nos manter informados! Porém  o que vem acontecendo é uma lavagem cerebral deprimente. Não dá pra achar a vida algo bom ou  no mínimo confortável se mantendo nessa sintonia trágica. Prefiro eu mesma buscar e filtrar   as  informações. O que mais me preocupa nisso tudo é que nós sabemos que somos um povo carente de educação e senso crítico. Mas enfim, isso será tema para outro post.

 No batizado do meu filho, participei de uma  missa onde o  padre  José Roberto que conduzia  a celebração disse  algo que se destacou para mim. O batizado foi no dia do Natal e ele falava sobre o nascimento de Jesus. Então  começou a falar sobre  a origem da palavra salvação  : no grego soteria, transmitindo a ideia de cura, redenção, remédio e resgate;no latim salvare, que significa `salvar´, e também de `salus´, que significa ajuda ou saúde. https://pt.wikipedia.org/wiki/Salva%C3%A7%C3%A3o.

Ele muito sabiamente fez uma relação desta salvação anunciada pelo nascimento de Jesus ao sentimento de conforto, e a  saúde que nós devemos buscar para nós mesmos. Como disse Schopenhauer “( a natureza sempre faz o melhor, mas alguma coisa depende de nós)”.*

Comecei a pensar sobre esta  “salvação” que nós podemos promover em nós mesmos, fazendo o possível para estarmos confortáveis, curados e consequentemente felizes.
Esse conforto  diz respeito aquela sensação de saúde física e mental, autoconhecimento, conforto emocional. Posso tomar como exemplos algumas situações:
-Quando você acorda com calma, após uma boa noite de sono, olha ao redor e tudo está em paz.
-Ou quando você vai até o quarto dos seus filhos vê-los dormir. E tudo está bem. Sabem?!
O que fica  como reflexão para mim e que gostaria de dividir com vocês é:
Todos estamos sujeitos a dor e a todo tipo de intercorrências durante a vida. E é
por isso mesmo que  necessitamos buscar nossa “salvação”  e dentro dessa perspectiva o conforto e a felicidade.
 Em países como a Finlândia com bons índices na qualidade de vida e educação,  a felicidade é algo importante na sociedade. A educação na Finlândia é bem sucedida porque ensina as crianças a ser felizes. Educação na Finlândia . Eles propiciam  que as crianças tenham condições de descobrir o que gostam de fazer e que   tenham tempo livre para simplesmente brincar.
Enfim, pensar sobre a felicidade, buscar a felicidade não é perda de tempo. Eu diria que é ganhar tempo. Afinal para que se vive? Garanto que não só para estudar, trabalhar, ganhar dinheiro e pagar conta. Isso tudo faz parte da vida mas  a vida é mais que isso.
Então, convido vocês a buscarem  esse estado de conforto  e de felicidade  e assim serviremos de  ser exemplo para   nossas crianças.
Recomendo a leitura:
* SCHOPENHAUER, Arthur. A arte de ser feliz. Coleção Obras de Schopenhauer.
2ª ed. pg. 7 São Paulo: Martins Fontes, 2005.

Uma questão de Respeito: Sobre Racismo e educação das crianças

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Quando eu era criança vivenciei um fato interessante: Uma colega na escola (branca e de cabelo liso) começou a fazer uma “brincadeirinha” muito simples:  soprando a própria franja  do cabelo para vê-lo voar,  sugeriu que eu fizesse o mesmo. Eu ( negra de cabelo crespo)  no auge da inocência aceitei o desafio. Achei isso tão interessante, que cheguei em casa repetindo o feito. Minha mãe, me vendo soprar para o alto,  perguntou o que eu estava fazendo e eu expliquei a “brincadeira”. Para minha surpresa, ela ficou enfurecida e se dirigiu no dia seguinte à escola para conversar com diretora, professora e a mãe da menina. Este foi o exato momento que me percebi “diferente”, e que isso não parecia ser muito bom para mim. Tenho certeza que toda garota negra  passou  por isso em algum momento de sua vida, e sabe como isso pode ser decisivo na construção de sua autoimagem. Uma vez que ela percebe possuir um padrão estético que não se enquadra no padrão de beleza estabelecido pela mídia.

Sempre preferi manter distância de certos discursos e certas bandeiras, nunca me identifiquei com elas nem com suas  narrativas . Talvez  pelo seu  tom vitimista.

Tenho plena consciência da nossa desvantagem histórica, mas assumir o papel de “coitado”,  não faz parte da minha natureza nem da minha educação.

Entretanto, atualmente, e isso tem relação direta com a maternidade, questões de raça e gênero permeiam  minha cabeça. Repensando minha própria circunstância de mulher negra e em  como educar  meus filhos para lidar com tudo isso.

Filha de mãe negra e pai branco, negra casada com branco, filhos nascidos de pele clara, sei bem do que estou falando.

No Brasil, essas  coisas até  certo tempo atrás não eram ditas, tudo era amenizado, minimizado e jogado debaixo do tapete. Nossos vícios, preconceitos e violência eram negados sob o pretexto de sermos um povo alegre, caloroso e acolhedor. Atualmente percebo  essas crenças  caindo por terra, pois estamos vivendo uma fase de expor nossas mazelas psicológicas.  Apesar de ser  chocante, é uma fase importante no nosso processo de  autoconhecimento, autoaceitação e desenvolvimento como pessoa e como sociedade.

Quando penso no racismo ou qualquer outro tipo de perseguição ou desvantagem social, imagino como é possível, e se é possível reverter ou ao menos amenizar  esse quadro de ignorância e desamor  que ainda vivemos no nosso século.

Ouvindo alguns debates sobre o assunto, percebi   dois pontos  muito importantes. O primeiro,  educar nossas crianças para o Respeito ao ser humano. 

Pois vendo meu filho crescer e compreender essas questões   construo com ele sua auto imagem.  Vejo que é possível ajudar a criança a construir  uma auto percepção positiva de si mesma, sem que para isso seja necessário depreciar o coleguinha que é diferente dele. Digo sempre para meu filho: Cada um é como é. Um alto, outro baixo,um gordo um magro, um negro e outro branco. Somos produtos dos nossos antepassados. Somos diferentes, e é aí que está a beleza! Claro que isso precisa ser trabalhado em conjunto com a família, a escola, as mídias e a sociedade organizada em geral.

 Outro  ponto interessante, é envolver todos no debate sobre o preconceito racial  (negros , brancos, índios, orientais), pois  observo frequentemente que,   pessoas não negras, em geral não se interessam muito por esse debate racial. Talvez por  acreditarem se tratar de uma questão vitimista, talvez por não entenderem  o real prejuízo que nós, enquanto povo brasileiro, sofremos. Quando alguém negro narra sua dificuldade em se inserir em determinadas áreas, alguém branco pode  dizer : Mas todo mundo passa por dificuldades e nada é fácil pra ninguém.  Posso convidar  essa pessoa a  pensar: você já  desejou  ter nascido de cor diferente para se misturar mais fácil? Isso não é uma competição de quem sofre mais ou sofre menos, talvez seja um exercício de empatia, de  colocar-se no lugar do outro e avaliar se tal situação parece justa ou não. E se fosse com você?

Na minha família nós aprendemos muito sobre respeito, tanto a  respeitar o outro nas suas escolhas e diferenças, quanto impor e merecer o respeito das pessoas com as quais convivemos. E acredito  que, respeito tem relação direta  com compreender e amar a si mesmo.   Tenho repetido muito isso, e é o que acredito. O amor a si mesmo te liberta para amar o outro do jeitinho que ele é, e  se não for possível amar, ao menos respeitá-lo deixando-o existir em paz!

Tatiana Santos

 

 

 

Uma pausa para respirar

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Mamães de plantão! Que  a maternidade é uma experiência transformadora. Uma avalanche de emoções, todas nós sabemos!

Mas hoje, o que quero é perguntar pra você:  Onde está ficando a sua vez nessa história? Qual tempo, neste  tempo da maternidade, você está tirando pra cuidar de você mesma?  Quem acabou de ter filhos, talvez ainda não entenda essa pergunta. Eu mesma não entenderia. Porque é tanto amor, tanta vontade de cuidar, que nós, as mães nos tornamos um detalhe. Mas com o passar do tempo,  começamos a entender a necessidade de dar uma “pausa para respirar”.

Eu mesma, que estou em casa o dia todo com meus dois filhos, fui percebendo que até uma ida ao supermercado sem as crianças é uma terapia. Aquele momento que você põe o “modo mãe” em stand by e pode simplesmente caminhar, comprar sem pressa, sem desespero.  Sabendo que  seu filho  não vai sair correndo pelos corredores, brincando de esconde-esconde, nem vai começar a encher o carrinho de tudo que vê pela frente.

Sempre que posso, faço algo para mim e por mim. Nem que isso signifique ir na academia, ir no salão de beleza. São instantes  para seu cérebro relaxar, para  ter aquela conversa consigo mesma, sabe?! Tomar um café com suas amigas, falar de outras coisas que não sejam crianças  (apesar disso ser um pouco difícil). Ter  um momento de descontração no qual  você pode SIM pensar e cuidar de  você mesma.  Sair do “automático”  da  execução das tarefas, cuidado com as crianças, da casa e trabalho. E apenas respirar, observar e pensar.

E mamãe, fique em paz com sua consciência. Ter um momento só  nosso,  não quer dizer que não amamos nossos filhos, muito pelo contrário. Lembrei do  trecho bíblico que diz:” Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Marcos 12:31
E não é verdade?! Pra amar e ensinar o amor é preciso  se amar primeiro. E isso pode significar, cuidar-se  e ficar  bem para  amar nossos mais próximos ( os filhos e  a família).

Conciliar a maternidade, a administração da casa e a vida  profissional, não é moleza. A sobrecarga de tarefas é exaustiva.Vivemos sempre no limite do cansaço.  Então, nada mais justo do que tentar equilibrar essa balança, alternando  com momentos de relaxamento e descontração.

 E lembrem-se: Respirem fundo e contemplem  a vida!

Tatiana Santos

 

 

 

 

Quando o homem se torna pai: Desafios da paternidade

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Pra mulher a maternidade é algo que vai sendo construída desde a confirmação do    Beta HCG , os enjôos, a barriga que cresce e todas as adaptações que ocorrem no  corpo. Nós sabemos que seremos mãe e nos preparamos para  as mudanças. Mas e o futuro pai, como se prepara? Ele sabe qual será o papel dele nessa família que se constrói?! Ninguém se preocupa muito com o futuro pai. Talvez por acreditar  que ele   saiba exatamente o que fazer.  Mas na prática não é bem assim.

Geralmente o pai não faz ideia do que é ter um bebê em casa. Muitos homens  ficam desorientados, não sabem como lidar com  as cólicas intermináveis, noites em claro , a dificuldade que algumas mães tem ao amamentar,  o choro do bebê. É um mundo novo para os dois, muito difícil e desafiador. E nessa hora manter a calma e tirar as dúvidas é essencial.

Em alguns casos, a mãe  não incentiva  esse homem a se descobrir como pai:

  • Não delegando as  tarefas nos cuidados com o bebê.
  • Criticando sistematicamente tudo que o  pai tenta fazer.
  • Isolando o pai da  relação.

É preciso, acabar com a crença  de  que o pai  não sabe cuidar do bebê  ou não  vai  cuidar tão bem quanto a mãe. Mas é claro, que não!  Não existe fórmula correta nos cuidados. O pai assim como a mãe está aprendendo.  Se ambos  ajudarem,  aprenderem juntos, tudo ficará mais leve.

Por outro lado,  alguns homens  apesar  de desejarem muito o  filho, se comportam como “crianças mal criadas”  quando o bebê chega. Entram numa disputa  pelo amor e atenção da mãe com o próprio filho. Não se enxergam como parceiros e sim como alguém que foi posto de lado, após a chegada do bebê. Isso é uma loucura mas acontece muito! Para a mãe isso é muito difícil. A última coisa que essa mãe  precisa é ganhar um bebê e levar para casa, de brinde,uma  outra “criança” ciumenta e birrenta. Ao pai cabe  amadurecer e entender seu papel de cuidador.

O homem vai se tornando pai no dia a dia, assim como a mãe. O pai nasce de cada banho dado, de cada fralda trocada e de cada noite em claro. Do cheirinho no cabelo e das visitas ao pediatra.  O pai vai aprendendo a amar o bebê no dia a dia. Aprendendo o seu papel de pai. Estabelecendo sua relaçao com essa criança. Para isso é preciso envolvimento e  participação.

O papel do pai na vida da criança é de um valor imenso. Pergunte para alguém que foi rejeitado pelo pai ( Estudo sobre rejeição paterna )  ou para alguém que perdeu o  pai muito cedo.  A mãe dá a vida, dá o peito, dá o colo. O pai dá a segurança, dá um outro ponto de vista.  E cabe a ambos os cuidados com a criança. Isso é uma parceria. É um amor que se constrói no cotidiano. O pai e a mãe devem amadurecer juntos. Unir forças e se unir  para vencerem  juntos todos os desafios que virão.

Tatiana  Santos

 

 

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