A difícil arte de conviver

 

” Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos”.

Martin Luther King

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Continuamos ainda muito primários na difícil arte da convivência.  Quando digo boa convivência, me refiro a uma relação cordial,  pacífica e madura entre as partes envolvidas. Seja a boa convivência com  o colega de trabalho,  com a família ou  com seu vizinho. De uma forma geral eu diria que somos uma geração  mimada  e egocêntrica.  Com uma necessidade absurda de  atenção.

É na infância o período onde aprende-se a conviver em grupo. São com os nossos primeiros coleguinhas de escola que  testamos as relações, as amizades e as antipatias também. E  é neste momento que  o olhar e o direcionamento dos pais vai esclarecendo para a  criança  a importância da arte da convivência. Afinal de contas, a criança vai se tornar um adulto e lidar com várias pessoas diferentes.

A  Fábula  dos porcos espinhos ilustra que apesar de ser muitas  vezes dolorosa  a convivência é necessária:

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.

Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.

Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

E assim sobreviveram.

Fonte: http://aurelio.net/email/a-fabula-do-porco-espinho.html

Certamente se os porcos-espinhos pudessem escolher não iriam ficar tão juntos entretanto dadas as circunstâncias essa não era uma alternativa possível. Ficar juntos é muitas vezes uma questão de sobrevivência ou única situação possível para realizar algo. Em algumas situações surgem gratas surpresas e grandes amizades  em outros casos  não. Mas com bom senso,  vontade  e tolerância é possível  uma convivência com o mínimo de danos.

 Viver é um eterno aprendizado e nunca é tarde para  aprender a lidar com os espinhos alheios e compreender que  também temos os  nossos. Envelhecer é um privilégio mas amadurecer é uma conquista   que devemos buscar no nosso cotidiano. E amadurecer neste contexto diz respeito a  aprender a lidar com as dores inevitáveis da vida.

 Talvez assim no meio de tantos espinhos poderemos colher algumas flores.

4 comentários em “A difícil arte de conviver”

  1. Perfeito o seu texto, pq apesar das diferenças e espinhos que faz parte de toda relação, mas a diversão, gargalhadas e o aprendizado na convivência com os infinitos outros que trazem calor e sentido para as nossas vidas.

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