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Uma pausa para respirar

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Mamães de plantão! Que  a maternidade é uma experiência transformadora. Uma avalanche de emoções, todas nós sabemos!

Mas hoje, o que quero é perguntar pra você:  Onde está ficando a sua vez nessa história? Qual tempo, neste  tempo da maternidade, você está tirando pra cuidar de você mesma?  Quem acabou de ter filhos, talvez ainda não entenda essa pergunta. Eu mesma não entenderia. Porque é tanto amor, tanta vontade de cuidar, que nós, as mães nos tornamos um detalhe. Mas com o passar do tempo,  começamos a entender a necessidade de dar uma “pausa para respirar”.

Eu mesma, que estou em casa o dia todo com meus dois filhos, fui percebendo que até uma ida ao supermercado sem as crianças é uma terapia. Aquele momento que você põe o “modo mãe” em stand by e pode simplesmente caminhar, comprar sem pressa, sem desespero.  Sabendo que  seu filho  não vai sair correndo pelos corredores, brincando de esconde-esconde, nem vai começar a encher o carrinho de tudo que vê pela frente.

Sempre que posso, faço algo para mim e por mim. Nem que isso signifique ir na academia, ir no salão de beleza. São instantes  para seu cérebro relaxar, para  ter aquela conversa consigo mesma, sabe?! Tomar um café com suas amigas, falar de outras coisas que não sejam crianças  (apesar disso ser um pouco difícil). Ter  um momento de descontração no qual  você pode SIM pensar e cuidar de  você mesma.  Sair do “automático”  da  execução das tarefas, cuidado com as crianças, da casa e trabalho. E apenas respirar, observar e pensar.

E mamãe, fique em paz com sua consciência. Ter um momento só  nosso,  não quer dizer que não amamos nossos filhos, muito pelo contrário. Lembrei do  trecho bíblico que diz:” Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Marcos 12:31
E não é verdade?! Pra amar e ensinar o amor é preciso  se amar primeiro. E isso pode significar, cuidar-se  e ficar  bem para  amar nossos mais próximos ( os filhos e  a família).

Conciliar a maternidade, a administração da casa e a vida  profissional, não é moleza. A sobrecarga de tarefas é exaustiva.Vivemos sempre no limite do cansaço.  Então, nada mais justo do que tentar equilibrar essa balança, alternando  com momentos de relaxamento e descontração.

 E lembrem-se: Respirem fundo e contemplem  a vida!

Tatiana Santos

 

 

 

 

Depois da maternidade: Trabalhar fora ou ficar em casa?

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Muito antes de engravidar eu já pensava em  como ficaria  minha vida profissional  depois da maternidade. Sempre morei longe da minha cidade natal e consequentemente longe de minha  família. Já tinha a  certeza que teria que “dar um tempo” na  minha vida profissional quando meu filho nascesse. Já era esse o plano.

Tudo aconteceu como eu previ. Parei de atuar na minha área profissional,  para me dedicar exclusivamente ao meu primeiro  filho. Mas como sempre, a realidade supera a ficção. E, apesar do imenso amor e prazer que eu senti em cuidar do meu filho. O fato de ficar em casa quase me enlouqueceu. A rotina exaustiva dos cuidados com o bebê, cuidados com a casa, noites intermináveis sem dormir, são um teste de  resistência insuperável. Principalmente no primeiro ano de vida.

Além  dos julgamentos ou as considerações alheias. Porque, atualmente todas as pessoas possuem opinião sobre tudo, apesar de não serem especialistas em nada.  Algumas pessoas pensam  e  outras tem a cara de pau em dizer que  você não faz nada. Afinal cuidar dos filhos e da casa é moleza!! É aquela velha história  “A grama do vizinho é  sempre mais verde”. Mas para mim isso foi irrelevante pois fiz uma escolha consciente e madura. Atualmente trabalho em casa, no home office e fico perto dos meus filhos. Se você está passando por isso agora, esteja pronta para ouvir de tudo! Mas esteja em paz com sua escolha.

Por outro lado, algumas mães não  querem ou não podem, ficar  exclusivamente com seus filhos em casa e por inúmeras razões continuam conciliando vida profissional e maternidade. O que também não é nada fácil! Vejo muitas amigas numa rotina cansativa, levando e buscando os filhos na escola, indo trabalhar fora . Num  um corre-corre pra lá e pra cá, tentando dar conta de tudo. E algumas mães, ficam  com aquela sensação de que não estão dando conta de tudo  ou até  se sentindo culpada por não dar atenção suficiente aos seus filhos.

Enfim, mãe sempre se sente culpada por alguma coisa. Acho que super estimamos nosso papel, às vezes queremos fazer o papel de Deus,  onipotente e onisciente mas vamos descobrindo que não somos. A minha certeza nisso tudo, é que a grande maioria dessas mulheres, estão  se desdobrando para fazer o melhor que podem. Seja  ficando em casa com seus filhos, para tentar educa-los da melhor forma possível. Seja trabalhando fora, para  proporcionar uma vida mais confortável. Em qualquer uma das opções existem perdas e ganhos.

Não existe fórmula infalível para criar filhos seguros, amados e pessoas capazes de fazer boas escolhas. O que existe é o caminho que escolhemos para sermos as melhores mães que podemos ser para nossos filhos.

E  você, também teve que fazer essa escolha ?

Fique à vontade para comentar e contar sua experiência.

Tatiana Santos